sábado, 16 de fevereiro de 2013

Imagem Clássica: Laranja Mecânica


Garrincha - Alegria do Povo (Filme Completo)


Musa do Cinema Brasileiro: Eva Nil ( 1909-1990)

Eva Nil em capa de Revista A Scena Muda. 1928

COLEÇÕES ESPECIAIS
Centro de Documentação e Pesquisa da Cinemateca Brasileira


Seleção de documentos do Arquivo Eva Nil

Ao folhear os documentos reunidos por Eva Nil em seu arquivo pessoal, depositado na Cinemateca Brasileira, encontramos informações sobre uma das mais enigmáticas e, certamente, das mais apaixonantes personagens do cinema brasileiro. Constituído de documentos manuscritos e impressos, fotografias e fragmentos de filmes, o Arquivo Eva Nil reúne significativo material sobre a atriz, que participou da produção em Cataguases na década de 1920. Hoje, esse material é indispensável para dimensionar o que significou a contribuição de Eva para o cinema brasileiro.





Desde a época muda que o cinema nacional vem construindo mitos. E com certeza, Eva Nil é uma das maiores musas dessa fase do cinema brasileiro.
Belíssima, a atriz foi uma das estrelas do ciclo Cataguases, pequena cidade mineira e importante pólo de cinema na década de 1920, cujo astro maior é o genial cineasta Humberto Mauro.
Eva Nil nasceu em 25 de junho de 1909, no Cairo, Egito, mas veio com seus pais com apenas seis anos de idade para o Brasil, quando aqui sua família chegou em 1914.
A família veio morar e trabalhar em uma colônia italiana, país de origem de seu pai Pedro Comello, na aconchegante Cataguases, mas logo se radicou na cidade mineira.
Com o pai, Eva se interessa pelo universo da fotografia, trabalhando junto a ele no estúdio que montou.
Mas é a amizade, e, posteriormente, a sociedade entre seu pai e o jovem Humberto Mauro que selaria o destino de pai e filha no cinema, e que reservaria para ela o posto irrefutável de musa dos anos 20.
Eva Nil estreou nas telas em Valadião, o Cratera, curta realizado pelo pai e por Humberto Mauro, em 1925. No filme, ela é a protagonista Eva, a mocinha da fita que sofre nas mãos do vilão Cratera até ser salva pelo herói romântico.
Logo depois, Comello, Mauro e o comerciante Agenor Gomes de Barros fundam a Phebo Sul América Film, cujo primeiro filme é o longa longa-metragem Na Primavera da Vida (1926), dirigido por Humberto Mauro, e mais uma vez com Eva Nil como protagonista, desssa vez vivendo a personagem Margarida.
O desempenho da atriz chama a atenção do jornalista, cineasta e futuro fundador do estúdio Cinédia, no Rio de janeiro, Adhemar Gonzaga, que alça a atriz ao posto de estrela na Revista Cinearte.
Após desentendimentos com Humberto Mauro, Eva Nil abandona Thesouro Perdido, filme dirigido por ele e no qual seria a protagonista. Sua próxima atuação será no curta Senhorita Agora Mesmo (1927), dirigido pelo pai, que saíra da Phebo e fundara a Atlas Film. Mas uma vez ela é a heroína cercada por vilões e mocinho, mas agora com tintas de uma mulher mais moderna.
Seu filme seguinte é o clássico Barro Humano, dirigido no Rio de Janeiro por Adhemar Gonzaga, que a convida para dar vida à personagem Diva, irmã do protagonista vivido por Carlos Modesto.
Barro Humano foi o último filme de Eva Nil, que abandonou o cinema no auge da fama, dedicando-se à fotografia e assumindo, em Cataguases, o estúdio do pai depois que ele faleceu.
Eva Nil morreu na cidade em 1990, aos 81 anos, deixando sua marca de musa eterna do cinema brasileiro.

Por Adilson Marcelino




Vídeo com algumas imagens de Eva Nil

PREÇO do God of War Sons of Sparta